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Filipenses 4:13

Posso todas as coisas naquele que me fortalece

O ESPÍRITO SANTO

15 ABR 2014
15 de Abril de 2014
   
         O Espírito Santo, a terceira Pessoa da Trindade, é, nas Sagradas Escrituras, denominado "o Espírito", "o Santo Espírito", "o Espírito de Deus", "o Espírito do Filho de Deus", e o "Consolador". Na criação o Espírito pairava por sobre as águas (Gn 1.2; Jó 26.13); foi dado a certos homens para realizarem a sua obra: Bezalel (Ex 31.2,3), Josué (Nm 27.18), Gideão (Jz 6.34), Jefté (Jz 11.29), Saul (1Sm 11.6), Davi (1Sm 16.13); foi especialmente manifesto nos profetas (Ez 11.5; Zc 7.12), foi dado para luz dos homens (Pv 1.23), prometido ao Messias (Is 11.2; 42.1), e a "toda a carne" (Jl 2.28).
           No NT o Espírito Santo se manifesta no batismo de Jesus (Mt 3.16;Mc 1.10), e na tentação    (Mt 4.1; Mc 1.12; Lc 4.1); imediatamente depois da tentação (Lc 4.14); e na ocasião em que Jesus, falando em Nazaré, recorda a promessa messiânica de Is 61.12 (cp. com 42.1-4). Do mesmo modo fala o Santo Espírito ao velho Simeão dirigindo-o nos seus passos e pensamentos (Lc 2.25-27). O dom do ES é, de uma maneira determinada, prometido pelo nosso Salvador  (Lc 11.13).
           No Evangelho de João, o ensino de Jesus quanto à obra do Espírito é mais preciso. "Deus é Espírito", com respeito à Sua natureza. A não ser que o homem novamente nasça "da água e do Espírito", ele não pode entrar no reino de Deus (Jo 3.5). O Espírito é dado sem medidas ao Messias (3.34). referindo-se Jesus às promessas messiânicas (Is 44.3; Jl 2.28) falou do Espírito que haviam de receber os que nele cressem" (7.39); porquanto, ainda não tinha sido dado (7.39); mas, na qualidade de consolador, Paracleto, Advogado (14.16,26; 15.26; 16.7; Jo 2.1); Espírito da verdade, por quem a verdade se expressa e é trazida ao homem (15.26; 16.13). Ele havia de ser dado aos crentes pelo Pai (14.16), habitando neles e glorificando o Filho (16.14), pelo conhecimento que Dele dava. Em 1Jo 3.24 a 4.13 esta presença íntima do Espírito é um dos dois sinais ou característicos da união com Cristo; e o Espírito, que é a verdade, dá testemunho do Filho (1Jo 5.6).
           Nos Atos, a manifestação do Espírito é feita no dia de Pentecoste, e o fato acha-se identificado com o que foi anunciado pelo profeta (2,4,17,18); Ananias e Safira "tentam" o Espírito, pondo à prova a Sua presença na igreja (5.9); o Espírito expressamente  dirige a ação dos apóstolos e evangelistas (1.2; 8.29,39; 10.19; 11.12; 16.7; 21.4);  e inspira Ágabo (11.28). Nas epistolas de Paulo a presença do ES está claramente determinada (Rm 8.11; 1Co 3.16; 6.17-19). É ele o autor da da fé (1Co 12.3; cp. com 2Co 4.13); no Espírito vivem os homens (Gl 5.25), por Ele são ajudados nas suas fraquezas (Rm 8.26,27), fortalecidos por Ele (Ef 3.16), recebendo Dele dons espirituais (1Co 12), e produzindo frutos como resultado da Sua presença (Gl 5.22). Por meio Dele há a ressurreição dos que crêem em Cristo (Rm 8.11). Pedro (1Pe 1.2) escreve acerca da santificação, como sendo obra do ES. No apocalipse se vê que João conscientemente é influenciado pelo Espírito (1.10; 4.2); e a mensagem dirigida à sete igrejas é a mensagem do Espírito (2.7,11,17,29).
           O Espírito Santo é uma pessoa da Santíssima Trindade, e não simplesmente um método de ação divina ( vejam-se especialmente as palavras de Jesus: Jo 14.16,17; 15.26; 16.7,8; Mt 12.31,32; At 5.3,9; 7.51; Rm 8.14; 1Co 2.10; Hb 3.7). O Espírito procede do Pai e do Filho   (Gl 4.6; 1Pe 1.11). É Ele tanto "o  Espírito de Deus" como "o Espírito de Cristo" (Rm 8.9). E assim nos mistérios da redenção, e de uma nova vida, na regeneração, na santificação, e na união com Cristo, é uma Pessoa que, na Sua operação, como auxiliador do homem, é ainda Aquele que pode ser negado, entristecido e apagado (Ef 4.30; 1Ts 5.19).
A BUSCA DO ESPÍRITO SANTO
A mudança de hábitos é sempre um grande desafio para qualquer pessoa. Mudar hábitos relacionados à vida cristã é um desafio ainda maior. Na maioria das vezes parar com determinadas práticas ou iniciar outras é um processo longo que demanda força de vontade, disciplina e principalmente auxílio Divino. Embora a formação de novos hábitos não seja sempre algo fácil ela é indispensável na vida daqueles que reivindicam a promessa feita por Jesus: “E eu rogarei ao Pai, ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,” (Jo. 14:16).
A formação do hábito da oração é indispensável na busca do Espírito Santo. Antes de O receberem os discípulos tiveram primeiro que aprender o verdadeiro significado da oração, aprenderem não apenas a orar, mas a ter uma vida habituada à oração (At. 1:14). Durante três anos de relacionamento com eles, Jesus não poupou esforços para ensiná-los, Ele apelou a seus corações e em muitos momentos exortou-os quanto a necessidade de vigiar e orar. Porém, na maioria dos casos os discípulos permaneceram como eram. Mesmo estando ao lado do Salvador ainda viviam em invejas e disputas internas sobre quem seria o maior no reino dos céus (Lc.9:46).
Fica evidente que em suas vidas ainda faltava a ligação vital com o poder transformador que pode ser encontrado unicamente através da oração, da comunhão diária. Certa vez, Jesus os repreendeu por não estarem vigilantes: “E voltando, para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem por uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt. 26:40 e 41).
Jesus, que era cheio do Espírito, nos deu Seu perfeito exemplo de uma vida habituada à oração.
Nas primeiras horas do novo dia, o Senhor despertava de Seu repouso e Sua alma e lábios eram ungidos de graça para que a pudesse transmitir aos outros. A oração era um hábito constante e diário na vida terrena do Mestre. Ele sempre buscava intimidade com o Pai. Não é raro encontrarmos passagens na Bíblia onde vemos Jesus se retirando para lugares solitários a fim de orar: Mt.14:23; 26:36, 42 e 44; Mc.1:35 Lc.5:16. Os momentos de comunhão com o Pai O possibilitaram obter vitórias sobre os estratagemas de Satanás e todo o poder que dEle saia, Ele já o tinha recebido do Pai nos momentos de íntima oração. Mark Finley  afirma que: “Se Jesus, o divino filho de Deus, necessitava de tempo na presença do Pai, nós certamente precisamos muito mais. Jesus nunca estava ocupado para orar.”
O exemplo que Cristo deu aos seus discípulos certamente não foi inútil. Quando eles tornaram esta prática a parte central de seu ministério o Espírito foi enviado em resposta (At. 1:14; 2:1-4). Devemos encontrar nossa força justamente onde os primeiros discípulos encontraram a sua: “Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas.” “Todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. E era um o coração e a alma da multidão dos que criam.” Atos 4:31 e 32
 
Deus nos abençoe,
Prª Denise de Alcantara Lourenço.
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